27º SEMINÁRIO DE ESTUDOS CLÁSSICOS – SEC/UFF

Nota data: Conferência de Encerramento
13 DE MAIO, QUINTA, 15h

Theatrum Belli: sobre a ideia da guerra como teatro em Roma antiga
Isabella Tardin Cardoso (UNICAMP)

A expressão “teatro da guerra” (theatrum belli) tem seu primeiro registro em tempos modernos. Em referência a Roma antiga ela ora designa metaforicamente atividades militares que os romanos desenvolviam durante a época imperial  (o “Kriegstheater” na História do Império Romano de Theodor Mommsem, 1882/86), ora sublinha o sentido de espaço (um território), de conhecimento (a técnica de representar e planejar as ofensivas militares), ou mesmo a tentativa de controle dos violentos e surpreendentes eventos das operações bélicas que encenavam as estratégias planejadas  (Eduard Kallee, 1889). Mas, até que ponto e de que modo os romanos mesmos concebiam sua guerra como um teatro? Até que ponto ponto, e com que sentidos, sua poesia dramática traria ao palco tal concepção? Observando versos colhidos da comédia de Plauto e da tragédia de Sêneca, e  valendo-nos ainda da crítica poética de Horácio, gostaria de convidá-los a apreciarmos juntos o que a metáfora do teatro pode nos dizer sobre a representação da guerra e do teatro e, em última análise, sobre as fronteiras poéticas da violência na civilização romana.


CADERNO DE RESUMOS integral, em formato PDF, agora disponível


Cena da Guerra de Troia: Cassandra se apega a um xoanon (imagem de culto arcaica feita de madeira), enquanto Ájax, filho de Ileu, está prestes a arrastá-la para longe na frente de seu pai Príamo (à esquerda). Afresco romano do átrio da Casa de Menandro (I 10, 4) em Pompéia.

Seminário de Estudos Clássicos da UFF é realizado no Instituto de Letras (IL-UFF) há mais de 30 anos. Esperamos, com mais esta edição do SEC, organizada pelo Laboratório de Estudos Clássicos (LEC-UFF), consolidar a posição da UFF como local privilegiado de discussão de temas ligados à área de Estudos Clássicos no Brasil.

A escolha do tema para o seminário deste ano – Civilização e Violência – provém do desejo de colocar em discussão algumas relações entre formas de violência e os chamados processos civilizadores, uma vez que a história nos mostra que os atos civilizatórios foram também atos de barbárie. Na esteira de Norbert Elias, podemos repensar nosso atual “mal-estar” civilizacional.

Em virtude das restrições sanitárias impostas pela pandemia de COVID-19, o 27º SEC-UFF será realizado de forma totalmente remota.

A programação, que se realizará entre 10/março e 28/abril, será composta de 3 conferências, 3 mesas-redondas e 3 sessões de comunicações paralelas, além de 1 minicurso. Veja a programação abaixo. Convidamos todo público interessado a se inscreverem como ouvintes e/ou a submeterem trabalhos para as sessões coordenadas. Os trabalhos podem versar sobre matérias apenas tangenciais ao grande tema do evento.

Comissão de organização do
LABORATÓRIO DE ESTUDOS CLÁSSICOS (LEC-UFF)
Beethoven Alvarez
Fabio Cairolli
Maria Fernanda Gárbero

INSCRIÇÕES

INSCREVA-SE COMO OUVINTE para receber as informações do evento:
Aos inscritos serão enviados semanalmente os links das reuniões; certificados serão concedidos para cada atividade separadamente.
https://forms.gle/NJrNZc5Nqm98si4T7
***

INSCRIÇÕES PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS: Encerradas em 07/03

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Atualizada em 28/abr. Programação detalhada com títulos e resumos aqui.


10 DE MARÇO, QUARTA, 15h – Conferência 1 (Abertura)
Gladiatura, morte e poesia: alguns comentários sobre o ‘Livro dos Espetáculos’, de Marcial
João Angelo Oliva Neto (USP)


17 DE MARÇO, QUARTA, 15h – Mesa-redonda 1
Ambiguidade e conflito: novas leituras
Edson Martins (UFV)
Eduardo Freitas (UFRJ)
Charlene Miotti (UFJF)
Mediação: Beethoven Alvarez (UFF)


24 DE MARÇO, QUARTA, 15h e 17h – Sessão de Comunicações Coordenadas 1


31 DE MARÇO, QUARTA, 15h – Mesa-redonda 2
O trágico e a tragédia: cenas de uma civilização violenta
Orlando Luiz de Araújo (UFC)
Eduardo Losso (UFRJ)
Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa (UFMG)
Mediação: Maria Fernanda Gárbero (UFRRJ)


06 DE ABRIL, TERÇA, 15h – Minicurso: Aula 1


07 DE ABRIL, QUARTA, 15h – Conferência 2
Redemptive hegemony and ritual violence in Roman religion (palestra em inglês)
Andrzej Gillmeister (University of Zielona Góra, Polônia)


08 DE ABRIL, QUINTA, 15h e 17h – Sessão de Comunicações Coordenadas 2


13 DE ABRIL, TERÇA, 15h – Minicurso: Aula 2


14 DE ABRIL, QUARTA, 15h – Mesa-redonda 3
Memória e violência na Antiguidade
Renata Garraffoni (UFPR)
Deivid Valério Gaia (UFRJ)
Luisa Severo Buarque de Holanda (PUC-RJ)
Mediação: Alexandre Moraes (UFF)


20 DE ABRIL, TERÇA, 15h – Minicurso: Aula 3


22 DE ABRIL, QUINTA, 15h e 17h – Sessão de Comunicações Coordenadas 3


Nota data: 13 DE MAIO, QUINTA, 15h – Conferência 3 (Encerramento)

Theatrum Belli: sobre a ideia da guerra como teatro em Roma antiga
Isabella Tardin Cardoso

A expressão “teatro da guerra” (theatrum belli) tem seu primeiro registro em tempos modernos. Em referência a Roma antiga ela ora designa metaforicamente atividades militares que os romanos desenvolviam durante a época imperial  (o “Kriegstheater” na História do Império Romano de Theodor Mommsem, 1882/86), ora sublinha o sentido de espaço (um território), de conhecimento (a técnica de representar e planejar as ofensivas militares), ou mesmo a tentativa de controle dos violentos e surpreendentes eventos das operações bélicas que encenavam as estratégias planejadas  (Eduard Kallee, 1889). Mas, até que ponto e de que modo os romanos mesmos concebiam sua guerra como um teatro? Até que ponto ponto, e com que sentidos, sua poesia dramática traria ao palco tal concepção? Observando versos colhidos da comédia de Plauto e da tragédia de Sêneca, e  valendo-nos ainda da crítica poética de Horácio, gostaria de convidá-los a apreciarmos juntos o que a metáfora do teatro pode nos dizer sobre a representação da guerra e do teatro e, em última análise, sobre as fronteiras poéticas da violência na civilização romana.


Para outras informações, escreva para seminariodeestudosclassicosuff@gmail.com.